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Um copo de vinho pra matar a sede

21/05/2009

Hoje eu queria entornar um litro de cachaça. Beber o vinho, mas não comer o pão. Ingerir a cerveja em incrementos cada vez maiores. Eu queria beber muito hoje. Queria o salgadinho Torcida, o tremoço que estava lá já há mais tempo do que eu, queria sentar na mesa azul com o logotipo daquela cerveja. Queria o papo besta de quem não tem preocupações, falar mal daquele um ou daquela uma, ficar minutos intermináveis na fila do banheiro no segundo piso. Queria beber a ponto de rolar rua abaixo, sorrir sem lembrar do choro engasgado. Queria ouvir as mesmas piadas, as mesmas vozes. Queria que o nó fosse substituído pela fumaça do cigarro, queria a dormência das mãos, do corpo, do cérebro. O entorpecimento total e irrestrito. Queria não ter que lidar com essas coisas, esses sentimentos. Queria a amnésia líquida.

Um único copo de vinho. Um cigarro. E mais nada. É só o que tenho aqui.

Houve um tempo em que querer era poder; esse tempo não existe mais.

Ouvindo: Bruce Dickinson – Tears of the Dragon

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