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A genética e a franquia*

28/07/2008
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Não é pra menos que os cientistas estão tentando desvendar o DNA humano: a genética é uma coisa interessantíssima!

Eu estou falando do modo como parentes muitas vezes se parecem fisicamente a ponto de deixar qualquer um assustado, mas não é só isso… A voz, os trejeitos, às vezes até uma forma de pensar; mesmo que esses parentes não se conheçam. É estranho isso.

Veja o meu caso, por exemplo. Não fui criada com minhas primas, conheço muito pouco sobre elas: o pouco que consegui conhecer nesses últimos meses em que estivémos em contato, mas o estranho é que eu me pareço muito com minha prima Keila. Fisicamente nós somo um pouco parecidas, mas o que mais me chama a atenção é como somos parecidas nos gostos e desgostos, na forma como lidamos com algumas situações e pessoas. Eu sou a franquia dela (palavras da própria Keila)!

Quer ver? Eu odeio lavar louça. ODEIO! De verdade. Eu acho a pior das tarefas domésticas. Mas faço, fazer o quê? E me conformo com o fato de que, enquanto eu não puder comprar uma máquina de lavar-louças, eu terei que lavar a louça que eu sujo. Ou isso ou eu paro de sujar louça (hummmm…. será?! Comer fora todo dia não me parece má idéia).

Descobri, de uma maneira nada convencional, que ela também odeia lavar louça. Estou procurando uma casa (para aqueles que me acompanham: sim, eu vou me mudar novamente), e fui ver uma que tinha uma linda vista da janela da cozinha. Quando estava contando para a Keila sobre as casas que vi, falei dessa e, como já estou conformada com o fato, disse: “Já me vi lavando louça naquela pia…!”. Ela surtou! Hehe. Disse que desfaria a franquia ali mesmo, naquele momento… Que tipo de franquia dela se imaginava “lavando louça”?! Eu caí na risada.

Disse que não se preocupasse, que eu continuava odiando essa tarefa, mas que é uma forma de lidar com o horror de fazê-la. E que, sim, eu continuava tendo como sonho de consumo máximo uma máquina de lavar-louças.

É, a genética é mesmo uma coisa incrível. E, por mais que desvendem todos os mistérios do DNA, acho que as vontades, gostos e desgostos parecidos em duas pessoas não estão ali, naquelas seqüências em forma de hélices, estão muito mais fundo, em ligações que a ciência humana não pode desvendar.

*Esse texto é em homenagem à própria Keila, que em tão pouco tempo de convivência, me mostrou que as raízes, a família, é que fazem muito do que a gente é, mesmo sem a gente saber… Um beijo pra você!

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