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Diário de viagem: África do Sul

01/05/2008

Parte II

Continuando…

De Johannesburg a Durban, num avião. De Durban a Port Edward, num carro. Uma hora sentada no avião + duas horas sentada num carro = bunda quadrada. Motorista mais calado que ostra. O mar a uma distância doída. Chegada ao hotel. E aqui começam as peripécias da família Silva (ou, pelo menos, de parte dela).

O hotel já foi uma fazenda, a casa principal virou a recepção e o restaurante. Durante o check-in, a pergunta: “Vocês pretendem jantar no hotel hoje?”, a resposta: “Sim, achamos melhor.” Combinados estamos! Agora sim, isso é um quarto. E tem uma vista… M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!! Desarrumar as malas, banho, e vamos jantar.

Quando estávamos terminando o banho toca o telefone do quarto:

– Desculpe o engano, srta. Silva, mas a cozinha não está aberta hoje. Se desejarem, podemos pedir algo em algum restaurante da cidade e mandar entregar no hotel.
– Mas vocês disseram que o jantar seria servido.
– Infelizmente a cozinha está fechada hoje.
(Pausa para explicar a situação para o meu pai.)
– Então, chame um táxi para nós jantarmos na cidade.
– Não existe táxi na cidade, srta. Se desejar podemos chamar um “coacher”. Custa ZAR 70,00 por pessoa, ida e volta.
(Mais uma pausa, meu pai estava mais perdido que azeitona em boca de banguela.)
– E onde podemos jantar?
– No cassino ou na casa de hambúrgueres da cidade. Mas é provável que a casa de hambúrgueres já esteja fechada.
(Notem que eram apenas 18:30h da tarde.)

Mais uma pausa, algumas perguntas à recepcionista, e contratamos o coacher para nos levar ao cassino.

No caminho para o cassino entendemos que o que eles chamam de táxi lá era um tipo de “lotação” e o que nós, brasileiros, consideramos como táxi, não existe. Só existe esse tipo de coacher, que é um motorista que te leva e te busca aonde desejar. Entendemos também que o apartheid só acabou no papel e que os moradores locais ainda acreditam na inferioridade dos negros.

Bom jantar no cassino Wild Coast: frutos do mar. yummmm Meu pai foi jogar nas maquininhas caça-níquel e eu… bem, havia uma parte lá com vários daqueles brinquedos do tipo Playland, e eu não consegui me conter. Teeth_cavity_2 Às 22h30 o casal de coachers voltou para nos buscar e eu me senti com 14 anos novamente, com meu pai me buscando na porta da balada… Hotel e bons sonhos.

No dia seguinte: PRAIA!!! Sim, praia. Uma praia linda, onde o rio e o mar se encontram, com água transparente e muuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiito gelada! Algumas horas no sol e eu decidi entrar no mar. Demorei mais tempo para entrar no mar do que para chegar de Durban a Port Edward. Ai que gelo! Mas, depois de entrar, delícia de água, não queria mais sair! O bom dessas praias é que quase ninguém as freqüenta, então podíamos deixar as coisas lá e sair andando, ir nadar… Delícia! Bom, almoçamos no hotel e, à tarde, ficamos lendo e olhando para esta vista.

Dia seguinte: alugamos um carro (que teve de vir de outra cidade) e saímos à caça de belos lugares e restaurantes diferentes. Dois dias com o carro, onde vamos? A costa leste da África do Sul tem várias pequenas praias ligadas por uma estrada, visitamos cada uma delas. No primeiro dia fomos para o “interior”, visitamos paradas de beira de estrada, lojinhas, e vimos casas bem comuns para eles, mas estranhas para nós: notem que os cômodos da casa são separados. A construção redonda é um quarto (normalmente) e as construções quadradas as salas e as cozinhas… tudo separado. Estranho…

Almoço em um pub, lembrancinhas, lindas vistas, crianças saindo da escola, mais lojas de beira de estrada, café confuso e demorado, direção do lado errado e meu pai lutando pra conseguir dirigir com o câmbio do lado esquerdo (e a seta do lado direito, então ele sempre acionava o limpador de pára-brisa!). Muitas risadas, vacas soltas no meio da estrada, uma imensidão de terras sem plantio. Casas no estilo inglês, terrenos e gramados enormes, praias de pedra, jantar no cassino, soninho merecido.

Último dia com o carro e último dia de costa. Mais praias de pedra, encontros de rios com o mar, restaurante na beira da praia, casas de madeira, mais terrenos grandes e gramados lindos, entradas para a praia cheias de vegetação, praias lindas e limpas, Ramsgate e Margate (a equivalência sul-africana de Santos e Guarujá), café na beira do rio, loja de quadros, trabalhos em vidro, lindos cartões. Shopping fechado às 18h! Uma loja mais completa do que os nossos hipermercados: tinha de tudo! Mais risadas por causa do meu pai dirigindo. Hotel, dizer adeus à Port Edward, arrumar as malas.

Nove horas da manhã do dia 18/04: partimos de Port Edward em direção à Durban, de lá a Johannesburg. Em Johannesburg ficaríamos em um complexo de hotéis (três hotéis e um cassino).

Chegada a Johannesburg, “cadê nossas malas, pai?!”, “ah, calma, já vem.” Tic-tac, tic-tac, tic-tac. Nada de malas. Meu pai: “será que as malas foram encaminhadas direto para São Paulo?!”. Correria, de um lado ao outro do aeroporto (imaginem eu, fumante e sedentária, correndo uma distância de uns dois quilômetros que nem louca no meio do aeroporto). “Demora aproximadamente duas horas para trazer as malas aqui para cima”. Hotel. Cansados. Ligar para o Mário, não vamos poder fazer aquele tour de Johannesburg que queríamos. Voltamos para o aeroporto. Uma hora e meia de espera, malas e hotel novamente. Banho e vamos jantar.

Comemos um prato com carnes locais: javali, avestruz, impala (um tipo de veado) e gnu. Acreditem quando digo: ESTAVA DELICIOSO! Se tiverem a chance de experimentar, façam isso. O cansaço veio sem esperar o final da refeição, passeamos um pouco no cassino, e fomos dormir. No dia seguinte, às 6h da manhã, aeroporto e a caminho para São Paulo. Fomos recebidos com o típico dia paulistano: chuva nas janelas do avião.

Moral da história: se tiverem a oportunidade de ir para “o fim do mundo”, vão! É uma viagem que vale a beleza do local, a simpatia do povo e muitas alegrias.

Se quiserem ver todas as fotos, cliquem aqui.

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