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Lizandra, por Lizandra Silva

18/03/2008
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E Deus disse:
“Que se faça o verbo!”
E o verbo se fez.
E então eu nasci
— de um repolho,
disseram meus pais.
“E um anjo caído veio me socorrer”.
Ah! Obrigada, Drummond
por me socorrer tantas vezes.
Conheci o verbo criado
e criei outros…
E aos cinco anos
reinventei-me
ao perceber que esse verbo
desenhava-se no papel.
Descobri a letra,
redescobri a mim mesma.
E a vida coloriu-se
nas inúmeras cores
que só o pintor-artista vê.
Se esse anjo caído
não tivesse me socorrido,
talvez virasse cadela
numa vida monocromática
e infeliz.
Mas, oh, quanta música!
Feliz, feliz, feliz.
Faço do verbo minha poesia.
Da minha poesia, minha vida
e a dos outros!
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